Comercialização de 234 imóveis faz venda de usados crescer 44% em São Paulo

Imóveis mais vendidos foram os de valor superior a R$ 200 mil, com participação de 38% nos contratos fechados.

22/11/09 - Depois da queda de 38,7% registrada em agosto, as vendas de imóveis usados se recuperaram e subiram 44,35% em setembro na cidade de São Paulo.

O índice de vendas fechou em 0,5625 com a comercialização de 234 casas e apartamentos pelas 416 imobiliárias consultadas pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

Os imóveis usados mais vendidos no mês foram os de valor superior a R$200 mil. Eles representaram 38,46% do total de contratos fechados por essas imobiliárias. A maioria dos preços subiu (9 casos de alta e 4 de baixa). O maior aumento foi o de apartamentos de luxo construídos há mais de 15 anos e situados em bairros da Zona A, como Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros, Brooklin Velho. O preço médio do metro quadrado passou de R$2.470,59 em agosto para R$3.752,64 em setembro, uma alta de 51,89%. A maior queda foi registrada no segmento de casas. O preço médio do metro quadrado de casas de padrão médio construídas entre 8 e 15 anos em bairros da Zona E - Brasilândia, Cangaíba e Campo Limpo, entre outros - baixou 18,37%. Era R$1.469,96 em agosto e passou a R$1.200,00 em setembro.

Forma de pagamento - A maioria das vendas foi à vista - elas representaram 56,12% do total. A Caixa Econômica Federal (CEF) financiou 40,82% das casas e apartamentos vendidos, enquanto todos os demais bancos juntos responderam por apenas 2,04% dos empréstimos concedidos aos compradores.

Apenas 1,02% das vendas foi feita por meio de consórcio. "Com esse desempenho, o consórcio parece ser mesmo aquela opção que se usa em último caso, ou quando já se tem a casa própria e se deseja um segundo imóvel, especialmente na praia", avalia o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.

Aluguel na contramão - O número de imóveis residenciais alugados na capital em setembro foi 32,95% menor que o de agosto. As 416 imobiliárias pesquisadas pelo Creci-SP alugaram 624 imóveis, o que fez o índice de locação baixar de 2,2371 em agosto para 1,5000 em setembro. Alugaram-se mais apartamentos (51,12%) do que casas (48,88%).

Os imóveis mais locados foram os de valor mensal entre R$401,00 e R$600,00, com 23,62% dos novos contratos. A maioria dos aluguéis baixou (13 baixas e 12 altas). A maior queda, de 29,69%, foi registrada com apartamentos de 3 dormitórios em bairros da Zona D - o aluguel médio caiu de R$1.280,00 em agosto para R$900,00 em setembro. O maior aumento foi de 39,03%, envolvendo casas de 2 dormitórios em bairros da Zona C - o aluguel subiu de R$527,27 em agosto para R$733,08 em setembro.

As imobiliárias consultadas receberam de volta dos inquilinos que desistiram das locações 293 imóveis, o equivalente a 46,96% do total de imóveis alugados. Este índice foi 1,25% maior que o apurado em agosto, que foi de 46,38%. Já a inadimplência teve queda de 7,27% - era de 5,64% em agosto e caiu para 5,23% em setembro.

O seguro de fiança e o depósito de três meses do aluguel foram as formas de garantia presentes em 50,76% dos novos contratos de setembro, mais que os 49,24% garantidos por fiadores tradicionais.

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