Em Santos, está longe a solução para garagens em novos edifícios
Debates para revisão do Plano Diretor incluem opção por sobressolos.
10/11/09, Santos, SP - Os técnicos do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Santos (Cmdu), SP, que discutem com a sociedade as revisões do Plano Diretor e da Lei de Uso do Solo, ainda não chegaram a uma definição sobre qual seria a melhor solução para garagens de edifícios a serem construídos na cidade.
A utilização do subsolo, como ocorre tradicionalmente, enfrenta o obstáculo da conformação do solo (camadas de areia e argila marinha até a rocha), que dificulta o trabalho. Por conta da dificuldade, em Santos obras com mais de um subsolo são demoradas e caras.
O tema foi a pauta principal de reunião (04, outubro, 2009) do Cmdu, quando seus representantes, os engenheiros Clóvis dos Santos e Urbano Rodrigues Alonso discorreram sobre os aspectos técnicos da adoção de garagens elevadas.
Entre outros comentários, naquela reunião o eng. Clóvis dos Santos salientou que o custo de uma vaga em solução que prevê dois subsolos pode chegar a seis vezes além do valor em subsolo semienterrado. Em se tratando de três subsolos, afirmou o engenheiro, o custo pode chegar a até oito vezes.
Presente ao debate, o arquiteto e urbanista José Marques Carriço opinou ser insustentável que um prédio ofereça quatro vagas por garagem. Para ele, o número de vagas por apartamento deve ser limitado.
Além da limitação do número de vagas em novos edifícios, o urbanista entende que os empreendedores devem apresentar um plano de impacto de escavações profundas aos vizinhos da futura construção, esclarecendo antecipadamente qual será a tecnologia empregada na obras.
Fonte: A Tribuna