A iluminação certa para cada ambiente da casa
Espaço mal iluminado pode causar desconforto e maior cansaço visual ao longo do dia.
05/11/09 - Quando se trata de luz, não existe certo ou errado, mas sim o efeito mais adequado para cada ambiente e situação. Algumas aplicações trazem melhores resultados no interior das residências do que outras. Para ajudar a decidir qual é a melhor opção em cada ambiente da casa, a arquiteta Cláudia Capello Antonelli, gerente de produtos da Osram, dá algumas dicas:
Sala de estar: Pelo fato de ser um dos ambientes mais frequentados em uma casa, a sala deve contar com iluminação agradável e flexível, capaz de ser alterada de acordo com cada situação. O primeiro passo é estabelecer a luminosidade geral para o ambiente. Neste caso, a sugestão é utilizar luz direta por meio de arandelas, lustres, pendentes, colunas ou abajures de cúpula translúcida, que iluminam de maneira agradável; ou indireta com o uso de sancas, evitando, assim, o ofuscamento. O segundo passo é a criar uma iluminação de destaque para realçar itens importantes da decoração, como quadros ou objetos de cristal em estantes. Nesse caso, podem ser utilizadas luminárias embutidas orientáveis com lâmpadas halógenas, de modo a proporcionar uma superfície iluminada, mas é importante evitar a instalação sobre sofás e assentos, para não causar desconforto por ofuscamento direto.
Sala de TV: É importante cuidar para não haver ofuscamento direto ou indireto na tela. Para isso, é necessário utilizar iluminação linear de forma assimétrica, ou seja, centralizada no teto, além de um sistema que embute a luz no piso para iluminação de encaminhamento. Para esse ambiente não há necessidade de muita luz, apenas o necessário para a circulação.
Cozinha: Utilizar ao máximo a luz difusa para evitar reflexo, principalmente no piso. No plano de trabalho, na bancada da cuba e nas áreas de apoio, a iluminação pode ser instalada na base dos armários, com lâmpadas halógenas embutidas. Para a iluminação geral podem ser utilizadas lâmpadas com temperatura de cor fria (aparência branca azulada), pois estimulam a atenção para evitar os pequenos acidentes domésticos.
Banheiros: É importante ter cuidado com a iluminação de espelhos, por isso é fundamental o uso de luz difusa, posicionada nas laterais ou sobre eles. Lâmpadas que geram pontos focais direcionados não são recomendadas, pois ocasionam sombras. Lâmpadas fluorescentes tubulares com elevado índice de reprodução de cores podem ser utilizadas embutidas com difusores em acrílico ou vidro leitoso, emitindo uma luz uniforme e sem ofuscamento.
Dormitórios: A iluminação deve ser geral, difusa, uniforme e com bom controle de ofuscamento. É interessante prever uma iluminação de cabeceira, com luminárias em cima do criado-mudo. Esta luz pode ser indireta por meio de uma sanca ou nichos iluminados também chamados de cortinas de luz. Para os dormitórios a temperatura de cor ideal é de até 3000K (luz “quente”, de aparência amarelada), pois causam a sensação de relaxamento e conforto aos usuários.
É importante que o consumidor atente-se, também, à potência consumida de cada lâmpada e escolha produtos de procedência confiáveis.