Lei eleva para R$ 274 milhões o preço de um terreno em Brasília
Proprietário exige “sinal” de R$ 13,72 milhões e pagamento a vista.
13/11/09, Brasília, DF - Vender um terreno por valor elevado, justificando que ele se presta para fins comerciais é um argumento que esbarra em leis de zoneamento, a menos que o proprietário tenha nas mãos o queijo e a faca, e foi justamente o que aconteceu em Brasília.
No caso, o “queijo” é uma área de 284,16 mil m2, pertencente à Companhia Energética de Brasília (Ceb). Quanto à “faca”, é uma lei complementar originada no Executivo e aprovada pelo Legislativo. A lei permite a utilização da área para as mais variadas ocupações, de bancos a restaurantes, de prédios comerciais a posto de combustível e atividades para diversão.
Já foi publicado o edital para a venda do terreno, ao valor de R$ 274,4 milhões, sendo que a Ceb só aceita pagamento a vista, para ser integralizado em até cinco dias úteis após a assinatura do contrato. Localizada próximo ao Setor Militar Urbano (SMU) e ao Carrefour da região, a área pertence ao patrimônio da holding Ceb há 30 anos, segundo noticiou o Correio Braziliense (segunda-feira, 02, outubro).
O aviso de edital para a venda milionária é publicado às vésperas da inauguração do vizinho Noroeste, bairro considerado o primeiro modelo brasileiro de ocupação urbana sustentável. De acordo com informações de imobiliárias locais, no bairro Noroeste o preço do metro quadrado gira em torno de R$ 10 mil reais.