Estudo conclui que há forte demanda por imóveis residenciais usados
Segundo Ibope, casa e apartamento igualam-se no grau de interesse por nova moradia.
03/11/09, São Paulo, SP - Estudo do Ibope Inteligência na capital paulista avalia a relação entre a procura por imóveis e as ofertas das incorporadoras que atuam na região. A avaliação, baseada na pesquisa: Tendências Imobiliárias Edição 2008, traz como uma das principais conclusões “a existência de uma grande demanda por unidades residenciais, mesmo no contexto da crise econômica ocorrido na passagem de 2008 para 2009”.
A partir daquela pesquisa, a avaliação do Ibope Inteligência conclui que, na “cidade (de São Paulo há) uma significativa proporção de potenciais compradores que buscam imóveis usados e casas, além de imóveis residenciais com preços significativamente menores do que os oferecidos pelo mercado”.
Na ótica dos analistas do Ibope Inteligência responsáveis pelo estudo, João Resende e Rosi Rosendo, “há um distanciamento entre a demanda potencial e a oferta em várias regiões paulistanas”.
Os detalhes do estudo acerca da relação entre as características dos imóveis procurados pelas famílias paulistanas e a oferta do mercado foram apresentados pelo Ibope Inteligência durante a 9ª Conferência Internacional Latin American Real Estate Society (Lares, na sigla em inglês), que aconteceu na capital de São Paulo (13 a 15, outubro, 2009). Para conhecer a íntegra do estudo acesse:
www.ibope.com.br
Pesquisa Creci do primeiro semestre reforça tendência - Em agosto (2009), ao divulgar a pesquisa de mercado para o primeiro semestre do ano, realizada junto a 446 imobiliárias paulistanas, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci/SP) informou que a venda de imóveis usados na capital cresceu 30,91% em junho de 2009, na comparação com maio do mesmo ano. Foram vendidos na capital 256 casas e apartamentos, o que fez o índice de vendas saltar de 0,4385 em maio, para 0,5740 em junho.
As informações do Creci/SP para o primeiro semestre de 2009 também apontaram que os imóveis mais vendidos foram aqueles cujo preço médio não ultrapassou os R$ 180 mil - casas e apartamentos até esse valor representaram 61,11% do total de contratos fechados nas imobiliárias.
Vale relembrar outro dado interessante oferecido pelo Creci/SP à época. A maioria das vendas foi feita com pagamento à vista, sem financiamento, modalidade que somou 61,47% dos contratos fechados pelas imobiliárias. Os financiamentos da Caixa Econômica Federal (Caixa) e dos demais bancos responderam por 36,69% do total. O restante foi dividido entre os consórcios (0,92%) e o financiamento direto dos proprietários (0,92%).
Fontes: Ibope Inteligência; Creci/SP